QUATRO DICAS PARA LIDAR COM A REJEIÇÃO AMOROSA

QUATRO DICAS PARA LIDAR COM A REJEIÇÃO AMOROSA

A rejeição é um dos piores sentimentos que atinge o ser humano, podendo destruir o indivíduo de forma avassaladora e demasiadamente profunda, e, segundo pesquisas recentes, dói tanto quanto uma ferida física.  Tal qual a dor de uma faca transpassando o coração.

De acordo com estudos realizados pela Universidade de Michigan – USA, e publicados no site e na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, a dor da rejeição não é apenas uma forma de expressão ou figura de linguagem, ela é algo tão real quanto a dor física,  e experiências intensas de rejeição social ativam as mesmas áreas no cérebro que atuam na resposta a experiências sensoriais dolorosas.  Ethan Kross, um dos coordenadores da pesquisa, afirma que os resultados dão novos sentidos à ideia de dor causada pelo sentimento de rejeição. “A princípio, derramar uma xícara de café quente em você mesmo ou pensar em uma pessoa com quem experimentou recentemente um rompimento inesperado parece que provocam tipos diferentes de dor, mas nosso estudo mostra que são mais semelhantes do que se pensava”, afirma ainda o pesquisador.

A pessoa vítima da rejeição, além de ter seu psicológico “quebrado” e seu emocional abalado, acaba por interpretar tudo o que acontece ao seu redor através do filtro da sua ferida, se sentindo rejeitado em situações em que, na verdade, não é. 

A nossa percepção acontece através de filtros, e estes, determinam o tipo de mundo em que vivemos.  Nossas crenças, sentimentos, pensamentos e valores funcionam como filtros, nos impelindo a agir de formas diferentes e a fazer determinadas escolhas no lugar de outras, ao longo da vida.  E isto é diretamente impactado pelas nossas emoções, sejam estas positivas ou negativas.

O indivíduo que sofre um processo de rejeição, tende a projetar em todos os segmentos da sua vida, o mesmo sentimento.  Mecanismos internos produzem a mesma sensação ante situações em que ele talvez possa se sentir rejeitado, e, num ato inconsciente de autodefesa, ele age como se aquela situação fosse real.  E, nosso cérebro não distingue o que é real do que é imaginado.  Então, o sentimento retorna, e muitas vezes fortalecido, levando a pessoa a estados de depressão e isolamento, crendo que será sempre rejeitado em qualquer situação.

O fato é que ninguém em sã consciência aprecia ser rejeitado.  Algumas pessoas conseguem lidar melhor com o fato, enquanto outras, ao menor sinal de falta de aceitação pelo outro, entra entram em franco desespero, muitas vezes tomando atitudes extremas.  Como dito anteriormente, são nossos filtros que ditam o contexto de mundo no qual estamos inseridos, e isso, claro, é diferente para cada um, o que nos mostra a diversidade de reações em situações de caráter semelhante.

Alguns indivíduos, ao se sentirem rejeitados, ainda que minimamente, tendem ao isolamento, fecham-se em si mesmos, acreditando que esse comportamento os blindará de novos sofrimentos.  Esta atitude, além de inadequada para o trato social é nociva para o próprio indivíduo, pois apenas alimenta neste o sentimento de inadequação, tornando-o solitário, depressivo, pois exacerba também o sentimento de incompreensão social.

Enquanto alguns se isolam, outros, ao serem tomados pelo sentimento de rejeição, entram num processo de negação inconsciente da realidade.   Haja vista pessoas que sofrem um rompimento amoroso e fazem de tudo para que o parceiro não os abandone. Seja tendo atitudes para chamar atenção, atos de autocomiseração, desempenhando o papel de vítima e muitas vezes chegando ao suicídio.

Como lidar com a rejeição?

  1. Aceitar o fato – acreditar que a rejeição, por mais dolorosa, injusta e ruim que seja, muitas vezes é um direito do outro. Rompimentos amorosos, por exemplo, quando terminam de forma unilateral, são os que mais proporcionam sentimento de rejeição.  Contudo, é importante ter em mente que o outro também tem direito a escolhas…  Se o outro não quer mais, seja lá qual for o motivo, é necessário respeitar, mesmo que não se entenda.  Faz-se necessário ter empatia e colocar-se no lugar do outro por um instante.  Certamente, em algum momento, nós também já findamos relacionamentos e fomos chamados de algozes.
  2. Libertar-se da dependência emocional – a maioria de nós, de alguma forma, acaba criando algum tipo de dependência emocional, jogando suas expectativas no par e no relacionamento. E isso só traz frustrações e decepções. Não existe o “vou te fazer feliz”, existe apenas o “serei feliz com você”. Ninguém, em absoluto é responsável pela felicidade ou infelicidade do outro além do próprio indivíduo. E, quando, eventualmente acontecer um término, ninguém estará se sentindo à deriva, sem a muleta emocional do outro para se apoiar.
  3. Libertar-se do sentimento de posse – Relacionar-se é compartilhar, repartir, trocar, jamais escravizar ou dominar. Quem ama de verdade, liberta.  Não falo de relacionamentos abertos ou polígamos, isso é escolha de cada um, refiro-me ao respeito pelo espaço do outro, respeito às suas decisões, ao permitir que o seu par seja quem ele realmente é, e não um títere, dominado e programado para realizar suas vontades.  Tenha uma vida individual, seus próprios amigos, desejos, passatempos.  E permita que o outro também a tenha.
  4. Tudo é lição – No lugar de culpar o outro pelos seus dissabores, faça uma introspecção, observe a linha do tempo desse relacionamento e reveja seus atos. Não com o intuito de se culpar ou reafirmar a culpa outro, mas de verificar comportamentos que podem ter contribuído para chegar onde está.  Rever comportamentos pode ser fundamental para a compreensão do momento.  Promover mudanças e validar o que foi considerado adequado é um bom caminho para o autoconhecimento, e para a manutenção da saúde de novos relacionamentos.

Paula Manadevi

Sexóloga Sistêmia, Educadora Sexual Somática e Terapeuta Tântrica Integrativa.

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